Amaya Silver

- Nome: Amaya Luna Santillan "Silver"
- Idade: 22 anos
- Nascimento: 10 de outubro de 1987
- Avatar: Madison Reyes
- Raça: Vampira
- Arma Favorita: Desconhecida
- Sexualidade: Bissexual
- Residência: Casa com Ryan
- Gostos: Conversas profundas durante a madrugada — ela se sente mais viva à noite, quando tudo está silencioso. Colecionar pequenos objetos das pessoas que marcaram sua vida — uma forma de preservar a memória. Explorar a cidade à noite — a sensação de liberdade e anonimato lhe traz conforto. Ouvir Ryan sussurrar feitiços – O som da magia dele acalma seus pensamentos. É como se cada vibração a lembrasse de que ela não está mais sozinha. Vestir roupas estilosas e confortáveis — expressa sua identidade com autenticidade. Sorrisos sinceros — mesmo os raros, ela valoriza a verdade emocional. Pessoas que falam com o coração — ela se conecta com quem é genuíno. Ver Ryan sorrir sem peso nos olhos – Poucas coisas trazem mais paz a ela do que vê-lo em um momento de calma genuína. É como se o mundo ficasse menos duro.
- Desgostos: Ser tratada como um monstro — ela já carrega a culpa e não quer ser rotulada. O silêncio forçado — diferente da calma da noite, ela odeia o silêncio que pesa quando esconde emoções. Lembranças que surgem do nada — memórias dos erros do passado ainda a assombram. Perfumes muito fortes – Ela desenvolveu sensibilidade depois de se acostumar ao cheiro natural das magias, dos livros antigos e dos chás de Ryan. Fragrâncias artificiais demais a incomodam. Pessoas falsas ou manipuladoras — ela já foi manipulada demais para tolerar esse tipo de atitude. Luz do sol — além de ser fisicamente perigosa, ela representa tudo o que ela perdeu. Ser subestimada — por trás do sorriso, ela é forte e odeia que a vejam como frágil ou apenas "a garota boazinha".
- Curiosidades: Guarda uma caixa com pequenos objetos de suas vítimas, escondida em uma das prateleiras de Ryan, ele provavelmente sabe que está lá, só não mexe por respeito a Amaya. Ainda sonha com o irmão em noites de lua cheia. Nessas noites, dorme perto da janela com uma vela acesa, ou se enrosca no sofá com um dos animais de Ryan no colo. Usa roupas confortáveis e caseiras no lar deles, geralmente as camisetas largas do próprio Ryan ou moletons velhos que ele insiste que são "pra doação" — mas ela sempre pega antes. Apesar da aparência gentil, Amaya sabe lutar com agilidade e estratégia, agora aprimorada com a orientação de Ryan, que a ensina a se mover com os fluxos de energia ao redor. Tem o hábito de acender velas para lembrar dos mortos, e agora acende uma também para cada pessoa que ama. Ryan já encontrou uma vela com seu nome sem que ela soubesse. Se encantou por óperas e concertos desde que Ryan a levou a uma, especialmente pelas partes com violinos. Ela fecha os olhos e apenas escuta, Ryan a ensinou a ver beleza neles. Carrega sempre um colar com uma pedra bruta que Ryan deu de presente, dizendo que "parece ter magia dentro". É seu talismã silencioso. Se sente segura com Ryan ao ponto de dormir em qualquer lugar da casa — no sofá, no canto da biblioteca, ou até no chão da varanda. Mas nunca dorme sem dar um "boa noite" a ele, nem que seja sussurrado. Odeia quando Ryan esconde as marcas de feiticeiro dele diante de visitas, porque ela as vê como parte de quem ele é. Já disse uma vez: "Suas marcas foram o primeiro feitiço que me salvou."
- Personalidade: Amaya é extrovertida, intensa e movida pelas emoções. Apesar do passado sombrio, carrega uma alegria contagiante e uma energia forte que atrai as pessoas. É empática e se importa genuinamente com os outros, mesmo tentando esconder suas próprias dores com sarcasmo e bom humor. Maturidade e lealdade definem sua jornada: ela aprendeu com os erros, reconhece suas falhas, e tenta fazer o bem com as ferramentas que tem. Não tolera mentiras, defende com unhas e dentes quem ama, e mantém viva a memória dos que perdeu — como forma de honra e redenção.
Amaya Luna Santillan nasceu em 1987, em Porto Rico, e ainda pequena mudou-se com a família para o Bronx, em Nova York. Desde cedo, era o coração pulsante da casa: intensa, teimosa, apaixonada por arte e protetora — especialmente com seu irmão mais novo, Diego. Eles eram inseparáveis. Dividiam tudo: sonhos, segredos, canções. Amaya prometia que o protegeria de tudo. E ele acreditava.
Na noite do seu aniversário de dezenove anos, tudo desmoronou. Voltando para casa após um ensaio de dança, distraída com os fones de ouvido e o brilho das luzes da cidade, Amaya foi atacada por um vampiro. A transformação foi forçada, silenciosa. Quando acordou, enterrada numa clareira no Queens, não sabia quem era, onde estava ou no que havia se tornado.
Desesperada e faminta, correu para casa — a única coisa que ainda lembrava. O sol da manhã queimou sua pele, e ela se trancou no quarto, ofegante, tomada pelo pânico. Quando Diego ouviu seus gritos e tentou ajudá-la, Amaya não resistiu ao impulso da sede. Ela o atacou.
Mas parou. A tempo.
O terror nos olhos do irmão que tanto amava quebrou algo dentro dela. Assustada com o que quase fizera, Amaya fugiu antes que alguém pudesse entender o que estava acontecendo. Deixou para trás tudo — inclusive a si mesma.
Foi ali que Amaya morreu pela segunda vez. Não no corpo. Mas na alma.
Dias depois, ainda desorientada, ela retornou à clareira como quem busca um pedaço esquecido de si mesma. Foi quando encontrou seu colar — o mesmo que usava na noite em que tudo aconteceu — repousando sobre a terra, limpo, como se alguém o tivesse deixado ali de propósito. Sem pensar duas vezes, o pegou e o colocou de volta no pescoço. Sem saber que esse pequeno gesto começaria ela a uma pessoa que já a observava a um tempo.
Por semanas, tudo foi confuso. Vagava pela cidade como uma sombra — faminta, perdida entre a culpa e o instinto. Não sabia como controlar a sede que consumia seu ser, nem como lidar com o vazio que carregava dentro de si.
Uma noite, enquanto se escondia nos becos de Williamsburg, viu uma adolescente humana saindo sozinha de um curso noturno. Seu coração bateu forte ao sentir a sede — aquela vontade que dominava seus sentidos. Quase a tocou, quase cedeu. Mas algo a deteve. Uma força invisível, um feitiço que a puxou para longe daquele impulso destrutivo.
Foi quando ele apareceu — Ryan Silver, o estranho que parecia observá-la há tempos. Com palavras antigas, lançou um encanto que fez a garota humana cair em sono profundo, ilesa. Amaya, chocada e assustada, caiu de joelhos, sentindo as lágrimas queimarem seus olhos. Pela primeira vez desde sua transformação, alguém lhe ofereceu um refúgio.
Ryan não disse muito, mas sua presença era um porto seguro. Com o tempo, ela aprendeu a confiar nele, a partilhar o peso que carregava. Contou sobre Diego, a sede, a vergonha e o medo de não saber o que era, nem no que poderia se tornar.
Nos meses seguintes, sob a tutela de Ryan, Amaya aprendeu a resistir ao impulso da sede, a entender o submundo que agora fazia parte da sua realidade. Ele a ensinou a se mover nas sombras sem perder quem era, a lutar para proteger e a controlar o que antes parecia impossível de controlar.
Como parte desse processo, Ryan a apresentou ao clã vampiro de Nova York — um passo necessário para garantir que ela tivesse reconhecimento e proteção. Na época, o clã era liderado por Raphael Santiago, direto e pragmático. Raphael não demonstrou compaixão, mas ofereceu uma chance: Amaya poderia permanecer sob observação, desde que seguisse regras claras e mantivesse o equilíbrio. E fizesse parte do clã de Nova York, Amaya aceitou. Mas jamais se mudou para o Hotel DuMort. Sentia que já tinha um lar com Ryan.
Amaya guarda uma pequena caixa escondida entre as estantes de Ryan, em uma prateleira que ninguém mais toca. Dentro, há objetos simples, deixados por aqueles que ela quase machucou: uma pulseira de tecido. Um bilhete escolar. Um elástico de cabelo. Lembranças de que quase cruzou uma linha sem volta — e de que escolheu não fazê-lo.
Ao lado de Ryan, ela amadureceu. Cresceu. Ganhou autocontrole. Passou a se vestir de novo com leveza. Riu com mais frequência. E, aos poucos, reaprendeu a viver. Não por si mesma. Mas por ele. Porque Ryan nunca exigiu redenção. Apenas presença.
Ele não tentou moldá-la em algo novo. Apenas ajudou a juntar os pedaços. Aqueles que ela acreditava ter enterrado com Diego. E não cobrou nada por isso — apenas uma coisa: que ela continuasse. Que ela não deixasse de viver.
E foi isso que ela fez. Não por si. Mas por ele. Porque se alguém como Ryan, marcado pela dor, ainda era capaz de amar… então talvez ela também pudesse ser alguém que ama. Mesmo depois de tudo.
Eles não são pai e filha no papel. Mas no silêncio do lar, no chá deixado na cabeceira, no modo como ela o corrige com um olhar, e ele a chama de mi luna, mesmo quando ela explode — ali vive uma verdade. Uma verdade construída entre cacos, paciência e a decisão silenciosa de permanecer, dia após dia.
Três anos se passaram desde aquela noite na clareira — a noite em que tudo mudou. O caos daquele encontro não só uniu seus destinos, como abriu uma fresta onde antes só havia escuridão.
Hoje, Amaya vive com Ryan. E o laço entre eles se fortaleceu como algo que não precisa de nome — apenas de presença.
Ele a salvou do mundo. Ela o salvou de si mesmo. E, pela primeira vez, ambos têm um lar.