Kibutsuji Eren

  • Nome: Kibutsuji Yeager Eren
  • Idade: 32 anos
  • Nascimento: 16 de junho de 1978
  • Avatar: Park BoGum
  • Raça: Lobisomem
  • Arma Favorita: Garras
  • Sexualidade: Bissexual
  • Residência: Apartamento próprio
  • Gostos: Adorava comida de rua, principalmente takoyaki e espetinhos (yaki dango, yakitori, etc.). Armar quebra-cabeças ou consertar coisas, já que tinha mãos sempre inquietas. Jogar shogi ou assistir alguém jogando, mesmo que ele perca sempre. Crianças e a forma honesta como elas veem o mundo. Chás amargos e cigarros ocasionais. Caminhar à noite, especialmente sob chuva leve. Boxe, a luta era sua maior paixão. Ele gosta de badminton, tênis, natação e pular corda, por mais que fosse ruim em tênis e badminton já que só assistia na televisão em canais estrangeiros e pouco praticava. Sabe e adora tocar Shamisen.
  • Desgostos: Quando alguém o trata como "bicho" por ser lobisomem. Pessoas que gritam para se impor. Gente arrogante que fala mais do que faz, adorando a frase "cão que late não morde". Ficar parado por muito tempo já que ele precisa se mover. Desrespeito com mulheres e idosos (ele se torna frio e ameaçador rapidamente, podendo até ser violento com quem está desrespeitando). Ele claramente se importa com como o veem, mesmo que não admita. Fica frustrado quando o julgam mal, como quando pensam que ele é só um "monstro impulsivo" ou quando é acusado injustamente. E aviões.
  • Curiosidades: Apesar de parecer bravo, fala com animais domésticos que encontrava na rua quando acha que ninguém tá ouvindo. Ele ainda escreve cartas para a mãe à mão, mesmo estando em Nova York, ela não tem celular por simplesmente não querer. Quando está irritado, costuma ranger os dentes e estalar o pescoço, além de comer demais quando pode. Seu apelido na infância era Kuma (urso), por ser grandalhão e quieto. Fala inglês com sotaque pesado e às vezes se irrita com gírias que não entende, sendo o inglês a única língua estrangeira que sabe falar. Nunca andou de avião antes de ir para Nova York, e passou mal o voo inteiro além de ter ficado assustado e instável. Sua cicatriz de mordida do lobo é na costela. Tinha uma moto Triumph Bonneville T100 865 que concertou como passatempo quando estava se habituando com a alcatéia do Japão e pediu para levaram ela para Nova York junto de seus outros poucos pertences
  • Personalidade: Ele tem um jeito quieto no início mas não é por falta de simpatia, ele só prefere observar antes de se entregar, por mais que ele seja uma pessoa facilmente sociável. Tem algo no olhar dele que sempre parece medir o ambiente, como se estivesse pronto pra proteger quem estiver do lado dele. Mas o mais engraçado é que, apesar de ter uma faceta mais agressiva e levemente debochada, Eren tem esse sorriso largo, meio torto, que surge do nada quando ele vê algo simples e bom, tipo uma criança rindo, ou alguém tentando dar um soco certo pela primeira vez no treino. Entretanto, sua maior fúria desperta instantaneamente diante da possibilidade de ver alguém que ama em perigo, sua reação é imediata e agressiva, guiada pelo instinto e não pela razão. É educado até demais. Sempre abaixa a cabeça em sinal de respeito, agradece olhando nos olhos e não esquece nomes e nem rostos, mesmo que tenha tido uma interação de mínimas palavras. Herdou isso da mãe, junto com uma sensibilidade que ele tenta esconder sob a provocação, sendo uma pessoa bem emotiva. Ele pode ser afiado nas palavras, às vezes até malicioso quando se sente mais solto com alguém, mas não faz por mal, é só o jeito dele de se conectar. Quando se apega a alguém, seja amigo ou algo mais, vira uma espécie de muralha viva. Leal até o fim. Protetor. E ele faz questão de deixar tudo que sente bem claro, além de demonstrar nos gestos, no cuidado, nas pequenas coisas. Ele pode provocar, testar limites, soltar umas indiretas meio óbvias, mas é do tipo que espera o outro dar um passo também. Ele não força, não exige. Só fica ali, sendo apoio, sendo presença. E se ama de verdade, vai até o fim, sem prometer nada, mas cumprindo tudo. Apesar de parecer bravo, fala com animais domésticos que encontrava na rua quando acha que ninguém tá ouvindo. Ele ainda escreve cartas para a mãe à mão, mesmo estando em Nova York, ela não tem celular por simplesmente não querer. Quando está irritado, costuma ranger os dentes e estalar o pescoço, além de comer demais quando pode. Seu apelido na infância era Kuma (urso), por ser grandalhão e quieto. Fala inglês com sotaque pesado e às vezes se irrita com gírias que não entende, sendo o inglês a única língua estrangeira que sabe falar. Nunca andou de avião antes de ir para Nova York, e passou mal o voo inteiro além de ter ficado assustado e instável. Sua cicatriz de mordida do lobo é na costela. Tinha uma moto Triumph Bonneville T100 865 que concertou como passatempo quando estava se habituando com a alcatéia do Japão e pediu para levaram ela para Nova York junto de seus outros poucos pertences.

Eren nasceu em 16 de junho de 1978, em Yokosuka, uma cidade portuária ao sul de Tóquio. Seu primeiro lar foi um pequeno apartamento de dois cômodos, em cima de um restaurante de udon, com cheiro de óleo velho misturado a maresia e o som constante dos guindastes movimentando contêineres no cais. Cresceu escutando os gritos dos pescadores logo ao amanhecer, as buzinas das embarcações militares, o apito dos trens que ligavam os bairros mais afastados à base naval. A cidade, apesar de dura, tinha um ritmo muito próprio, uma mistura de rigor e melancolia que parece ter moldado até os ossos dele. A mãe, Eiko, era uma dessas mulheres que pareciam ter nascido com as mãos calejadas e o coração em carne viva. Forte e de poucas palavras, ela cuidava sozinha do restaurante onde trabalhava desde os 15 anos. Fazia curry no almoço, yakisoba no jantar e lavava a louça até os dedos encolherem. Quando engravidou, foi abandonada pelo homem com quem se envolvera, um marinheiro estrangeiro da Coreia do Sul que desapareceu sem dar notícia. Levou, junto com a promessa de voltar para criarem a criança juntos, o pouco dinheiro que ela havia juntado em segredo para alugar uma casa melhor. Ela não chorou. Vendeu um anel que herdara da mãe e comprou um novo fogão para o restaurante. A partir daquele dia, disse a si mesma que criaria o filho para ser um homem de verdade. Não um desses que fala bonito e foge quando a responsabilidade aparece. Mas alguém que cuida. Que enfrenta. Que permanece.

Eren cresceu ouvindo essas palavras sem que elas precisassem ser ditas. Bastava observar os gestos da mãe: a forma como ela dobrava os guardanapos com perfeição, mesmo exausta, ou como fazia uma reverência profunda para clientes que a tratavam com desdém. Ele aprendeu que força não era grito. Era presença. Aprendeu também que o mundo cobra de quem não tem sobrenome forte ou pai no currículo escolar. A escola foi um campo de batalha silencioso. Eren era alto para a idade, sério, filho de mãe solteira. Isso bastava para ser um alvo. Aguentou empurrões no corredor, piadinhas veladas, exclusões nas festas de primavera. Mas nunca reclamou. Voltava pra casa, sentava no tatame com as pernas cruzadas, comia arroz com missô e ouvia a mãe dizer que todo homem carrega o peso daquilo que escolhe não revidar.

Ainda pequeno, mostrou fascínio por coisas quebradas. Consertava rádios, desparafusava ventiladores só para entender como funcionavam. Tinha mãos inquietas e um olhar que parecia sempre escanear o mundo à volta. Além de ter adquirido a afeição pelos instrumento japonês Shamisen, ao qual sua mãe sempre adorou, mas por conta de tantas coisas que a mulher teve que lidar tão cedo, deixou as próprias paixões e sonhos de lado, e ele aprendeu com ela a tocar o instrumento apenas vê-la feliz quando os dias no trabalho não rendiam muito. Aos 11 anos, a professora de educação física sugeriu que ele canalizasse essa energia para algum esporte. E foi assim que o boxe entrou na vida dele. O dojo onde treinava era velho, com cheiro de lona suada e paredes manchadas de giz. Mas ali ele encontrou silêncio. Enquanto os outros gritavam ao atacar, Eren ouvia. Observava. Esquivava. Golpeava com precisão quase clínica. Era canhoto, o que o tornava ainda mais imprevisível. Não demorou para que chamasse atenção.

Na adolescência, seu nome começou a circular entre os olheiros da equipe olímpica. Aos 17, já treinava com lutadores adultos. Aos 22, representava o Japão nas Olimpíadas de Sydney. Levou prata. Voltou para casa com o nome estampado em jornais, os vizinhos orgulhosos e a mãe emocionada demais para conseguir falar. Mas a glória é frágil. E o mundo, cruel com quem se torna símbolo. Dois anos depois, durante um treino fechado com um garoto chamado Daichi, que ele mesmo vinha treinando havia meses, houve um acidente. Daichi era jovem, impetuoso, queria provar que estava pronto. Eren tentava conter os avanços dele, mas o garoto insistia em forçar o ritmo. Foi um direto rápido, quase automático em seu rosto. Daichi não conseguiu esquivar, caiu de mau jeito, bateu a cabeça. Entrou em coma. Quando acordou, não conseguia mais falar direito. Nunca mais subiu num ringue. Eren ficou devastado. A imprensa caiu em cima como abutres. Disseram que ele havia exagerado, que era irresponsável, bruto, incontrolável. A federação japonesa se afastou. Os patrocinadores sumiram. O mundo virou as costas para ele. Mas ele, apesar de nunca mais ir visitar Daichi, passou um ano pagando os cuidados médicos e os melhores aparelhos do Japão que o ajudassem a melhorar, sem dar seu próprio nome.

Ele pediu baixa voluntária da Marinha pouco tempo depois, onde também atuava como instrutor de combate. Havia entrado para as Forças de Autodefesa pouco depois das Olimpíadas, buscando uma estrutura que o mantivesse longe do vazio que vinha depois da glória. Na Marinha, se encontrou por um tempo. Participou de missões humanitárias, auxiliou em patrulhamentos pelo Pacífico e ensinava combate corpo a corpo em Yokohama. Era respeitado pelos superiores, mas não foi defendido por nenhum deles quando o escândalo estourou. A saída foi silenciosa, como tudo na vida dele.

Nos anos seguintes, Eren sobreviveu. Aceitou trabalhos como guarda-costas, entregador, técnico em academias decadentes. Foi num desses lugares que conheceu um policial aposentado que o indicou para missões discretas, fora dos registros oficiais. Passou a prestar serviços para delegacias pequenas da região de Osaka, ajudando em investigações que exigiam um tipo específico de presença. Não era exatamente legal, mas era útil. Ele fazia rastreamentos, protegia testemunhas, ameaçava quem precisava ser ameaçado. A lei fingia não ver. Eren fingia não perceber.

Foi também nessa época que caiu no mundo das lutas clandestinas. Sob o nome Kurogami, passou a lutar escondido, sempre com o rosto coberto por uma máscara japonesa preta, estilizada, com garras vermelhas cruzando o lado esquerdo da face e duas presas metálicas nas laterais da boca. A máscara remetia às máscaras de teatro noh, mas o olhar por trás dela era puro silêncio e raiva contida. Lutava sem se exibir. Sem falar. Sem sorrir. Apenas vencia.

O dinheiro das lutas servia para cuidar da mãe, que nunca soube daquilo. Ainda acreditava que o filho trabalhava como segurança internacional para uma empresa estrangeira. Eren escrevia cartas à mão, sempre em papel de arroz, com um desenho discreto de flor no final da página. Jamais contou a ela o que realmente fazia. Nunca suportaria vê-la decepcionada.

Então veio a noite em que tudo mudou. Já os 26 anos. Depois de uma luta difícil para conseguir a vitória e os poucos yen que eles ofereciam para o ganhador e que ele precisava para poder ajudar sua mãe, ao qual ele conquistou, saiu sozinho e meio zonzo por um beco em Suginami, o corpo latejando, a mente entorpecida pelo cansaço e dor, e foi ali naquele momento de pura fragilidade que a criatura o encontrou.

Um lobo. Ou ao menos era pra ser um, mas ele detinha de uma aparência humanóide toda ferida e falhas dos pelos ao qual eram negros como a noite mais profunda, silencioso como a morte. O ataque foi rápido, violento, mal dando tempo para a cabeça de Eren, ao qual sofreu dezenas de pancadas no ringue. Ele até tentou resistir, mesmo que em choque por ver uma criatura como aquela em um lugar como aquele, sua mente não conseguindo raciocinar direito absolutamente mais nada além do foco na sobrevivência, lutou como podia, na questão de tentar se esquivar e correr da criatura, pois ele não tinha coragem o suficiente para tentar cair na mão com ele, mas acabou sendo mordido enquanto fugia e sofreu uma queda após ser arremessado pelo lobo que o deixou desacordado.

Entretanto, quando acordou, mesmo achando que era mais um pesadelo ou que estava em seu plano de morte, dias depois, estava em uma antiga casa de madeira com um cheiro nada agradável, nos arredores de Nagano, cercado por rostos que não reconhecia. A alcateia local o havia encontrado. Um homem chamado Haruto, o alfa, explicou-lhe o que havia se tornado: um lobisomem. E que o lobo em questão que o atacou, já foi um deles mas acabou se rebelando após tentar arrancar Haruto de seu cargo. Eren não acreditou em nada no início. Mas seu corpo dizia o contrário. A dor sumira. As feridas haviam desaparecido, menos a cicatriz profunda de mordida que ele havia ganhado na costela. Seus sentidos estavam mais aguçados, e a fúria... viva, pulsante, faminta. Foi tudo uma completa bagunça, ele não compreendia, ainda mais na existência de um mito sobrenatural, passou dias negando sobre o que havia acontecido e achou apenas ter sofrido alucinações após a luta e pensava se tratar de um sequestro, já que ninguém o deixou sair da casa velha alegando que a lua cheia se aproximava e ele saberia sofrendo a mutação.

Sua primeira lua cheia, sua primeira transformação fez uma verdadeira bagunça, a casinha foi destruída pela criatura humanoide em que ele havia se tornado e se não fosse pelos lobos mais controlados ao seu redor, principalmente o alfa, que mesmo igualmente transmutados conseguiram ajudar Eren, ele com certeza teria machucado gravemente alguém, por mais distante que ele estivesse do bairro mais próximo do local. Ele ficou em período de negação por mais tempo, mesmo após ter virado um lobisomem pela primeira vez durante o período da lua cheia, mas acabou lidando com isso com o tempo e a paciência do líder e de seus companheiros.

Passou meses, anos, aprendendo a controlar a fera dentro de si após todo o ocorrido. Haruto o treinou com severidade e compaixão, além de também ensinar para ele que eles não eram a única espécie que existia e apresentou o submundo em casa detalhe. Quando finalmente dominou as transformações, Eren decidiu não mais ser usado apenas como arma. Voltou para Tóquio com um novo objetivo de construir algo. Abriu uma pequena academia em uma garagem abandonada em Shinjuku. Ali, recebia jovens que queriam aprender a lutar, lobisomens desorientados que o seu líder lhe enviava com lobos mais experimentes para observar e até mundanos em busca de disciplina. Não cobrava muito. Era apenas o bastante para viver com dignidade e continuar ajudando a mãe, que acreditava que o filho agora trabalhava como instrutor de segurança para uma empresa estrangeira.

Com o tempo, seu nome começou a circular de maneira discreta entre membros do submundo japonês. Lobisomens e outros seres reconheciam Eren Kibutsuji como alguém forte mas explosivo, mas ele evitava se destacar, preferindo o anonimato e a rotina simples, temendo que algo pudesse chegar aos ouvidos de sua amada mãe. Um dia, Haruto veio com uma proposta diferente, um velho amigo do líder da alcatéia, estranhamente sendo um vampiro, que gostava de viajar para Nova York, havia ganhado um galpão no Brooklyn e queria que o espaço fosse usado para algo útil. Ofereceu o lugar para Haruto, que ofereceu para Eren, afim de construir ali uma nova academia e, ao mesmo tempo, conhecer novas culturas e perspectivas.

E Eren aceitou. Não por ambição, mas por curiosidade, e pela chance de recomeçar. Mudou-se para Nova York, de avião ainda por cima, já que ele nunca teve coragem de encarar um portal de um feiticeiro, com o suficiente para começar do zero. Instalou uma "academia" modesta no galpão do Brooklyn e residiu em um loft na rua de trás, sem grandes pretensões de fama ou poder.


RPG Os Instrumentos Mortais: Cidade das Sombras
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