Zuri Castanheda

  • Nome: Zuri Ayana Mwale Castanheda
  • Idade: 17 anos
  • Nascimento: 30 de janeiro de 1993
  • Avatar: Idania Hopkin
  • Raça: Shadowhunter
  • Arma Favorita: Balestra
  • Sexualidade: Pansexual
  • Parabatai: Sem Parabatai
  • Residência: Instituto de Nova York
  • Gostos: Músicas com percussão, especialmente tambores e atabaques. Aprender línguas diferentes (está tentando inglês e francês, aos trancos) e era bastante fluente em iorubá, que aprendeu com a mãe. Explorar mercados e feiras de rua, e adorava os lanches de trailers. Conversas profundas no meio da madrugada, de preferência com vinho ou cerveja gelada. Filmes com protagonistas fodonas (ela tem um carinho especial por "Kill Bill"). Moda street (adora misturar conforto com estilo, tênis e argolas são marca registrada)
  • Desgostos: Frases motivacionais clichês (tipo "pense positivo e tudo vai dar certo"), ela é pé no chão, prefere a crua realidade. Gente que fala muito e faz pouco. Quem não sabe ouvir ou interrompe os outros. Trovões, o som a deixa em alerta e desconfortável. Ficar em silêncio quando tem muita coisa na cabeça, a ansiedade aperta. Ser forçada a contar sobre o acidente com a avó, coisa que sua família tentou forçar várias vezes. Cheiros doces e enjoativos.
  • Curiosidades: Tem uma cicatriz no ombro esquerdo, resultado do acidente que matou a avó paterna. Guarda todos os colares e guias que a avó lhe deu, mas só usa um: o colar de contas vermelhas e douradas. Ainda conversa sozinha com a avó falecida às vezes, especialmente quando está nervosa. O nome "Zuri" foi escolhido por sua mãe em homenagem à avó, que era uma iyalorixá. Era uma péssima cozinheira, corria o risco de até explodir uma cozinha, mas ela não cansava de tentar ao menos fazer um miojo sem queimar.
  • Personalidade: Zuri é intensidade e calma coexistindo. Observadora, intuitiva e cheia de alma, ela tem o dom de sentir o que está velado, seja em pessoas, ambientes ou situações, e também consegue tentar adivinhar apenas pela linguagem corporal de alguém como a pessoa se sente. Apesar da aparência tranquila, possui um espírito curioso e corajoso, sempre buscando respostas, às vezes acontecia dela ter um enorme pique de energia que ninguém conseguia segurá-la. Não é de se dobrar fácil, e sua força não está no grito, mas na firmeza. Tem um coração empático, mas não permite que abusem de sua gentileza, ela conhece seus próprios limites e ninguém faz com que ela faça aquilo que ela não queira.

Zuri nasceu e cresceu em Salvador, Bahia. Filha de Kemi Mwale, uma mulher africana de espírito firme que se mudou para o Brasil após se apaixonar por um músico baiano chamado Caio de Alencar. A mãe de Caio, Dona Lourdes, era uma senhora doce e acolhedora, que desde o primeiro momento tratou Kemi como filha. Curiosamente, as duas tinham a mesma fé, uma religiosidade de matriz africana centrada na ancestralidade, nos elementos e nos orixás.

Zuri cresceu entre essas duas mulheres fortes, com cheiros de ervas pela casa, tambores nos finais de semana e muita conversa sobre proteção espiritual. Mas o que ninguém entendia era que Zuri enxergava coisas que não tinham explicação. Aos seis anos, viu um homem com os olhos totalmente negros e chifres rondando a rua. Aos nove, viu um vulto passar pelas escadas de casa, deixando rastros brilhantes no chão. Aos onze, começou a perceber que algumas pessoas tinham um tipo estranho de "brilho" no corpo, como se fossem diferentes dos humanos comuns.

Quando contava para os pais, Caio dizia que era imaginação, e Kemi achava que era sinal de que Zuri estava "abrindo" para os caminhos espirituais. Só Dona Lourdes acreditava de verdade nela. Dizia que "se ela vê, é porque precisa ver". Zuri se sentia protegida com a avó, e as duas tinham um vínculo único. Até aquela noite.

Era uma madrugada de muita chuva e trovoadas, a garota tinha apenas doze anos. Zuri e Dona Lourdes estavam voltando de um evento religioso quando o carro em que estavam foi atingido por um caminhão na estrada molhada. A avó morreu na hora. Zuri sobreviveu com ferimentos leves, mas ficou com uma cicatriz no ombro esquerdo, onde o vidro da janela a cortou. Desde então, ela tem medo de trovões, o barulho lembra o instante do impacto.

A morte da avó quebrou algo dentro dela. A única pessoa que a fazia sentir que não era louca tinha desaparecido. Depois disso, Zuri começou a se calar. Parou de contar o que via. Passou a guardar tudo para si. Mas teve uma pessoa com quem ela nunca precisou esconder nada: Louis.

O tio dela, Júlio de Alencar, irmão de seu pai, se casou com uma mulher chamada Bianca, que já tinha um filho de outro relacionamento, o Louis. Pouco depois do casamento, Júlio e Bianca se mudaram para a casa vizinha à de Zuri, e isso aproximou os dois jovens de uma forma natural. Louis era leve, divertido, mas também guardava um lado misterioso. E, pra surpresa de Zuri, ele via as mesmas coisas que ela. Demorou, mas um dia ele comentou. E Zuri desabafou.

A partir dali, ficaram ainda mais próximos. Eram melhores amigos. Confidentes. Os únicos que sabiam como era ver o mundo de um jeito que ninguém mais enxergava. Eles chegaram a tentar contar para outros, mas depois de serem ignorados ou tratados como "esquisitos", desistiram. Passaram a guardar aquilo só entre os dois. Até que, há poucas semanas, um rapaz apareceu na porta de Zuri.

Ele se chamava Simon Lovelace. Era gentil, meio deslocado, mas direto. Disse que sabia o que ela via. Disse que aquilo tudo era real: demônios, fadas, seres do Submundo. Explicou que ela tinha algo chamado Visão, e que podia ver o Mundo das Sombras mesmo sendo mundana. O mais surpreendente foi que, poucas horas depois, ele apareceu na casa ao lado, chamando Louis também. Os dois não pensaram duas vezes. Era a resposta que esperavam há anos.

Zuri usou a desculpa de que havia sido aceita em um intercâmbio nos Estados Unidos, e que moraria fora por tempo indefinido. Ninguém duvidou. Ela sempre foi diferente. Louis usou a mesma versão. E juntos, embarcaram rumo ao desconhecido.

Ao longo do ano que passou na Academia, Zuri viveu cada dia como se fosse uma mistura de mil vidas em uma só. Após meio ano, ela ficou com um peso no peito as dores da primeira missão que quase a matou e a traumatizou, mas que a preparou para muitas coisas naquela nova vida, mas saiu de lá dominando armas que nunca imaginou sequer tocar, desde as adagas até a balestra que se tornou sua marca registrada. Aprendeu sobre os demônios que enfrentaria cara a cara, a desenhar runas mesmo tremendo de medo e se imaginando errando em sua própria pele, e a confiar mais em seus reflexos do que nas certezas. As aulas de combate foram as que mais a fascinaram, havia algo quase hipnótico no ritmo dos treinamentos, no som das lâminas encontrando os alvos de madeira, no baque seco dos corpos rolando pela grama do campo.

Entretanto, não foi apenas sobre lutar, Zuri também aprendeu sobre a política do submundo, a complexidade das alianças com vampiros, lobisomens e feiticeiros, e, principalmente, sobre a dura realidade dos caçadores de sombras, um mundo onde cada vitória tinha gosto agridoce, e cada derrota custava mais do que alguém estava pronto para pagar.

Ela jamais esqueceu o dia da Ascensão. Ainda conseguia sentir o cheiro metálico do sangue misturado à fumaça das velas, as mãos tremendo ao segurar o Cálice Mortal enquanto o salão silencioso observava. Viu colegas, pessoas que se tornaram parte da rotina dela, caírem sem vida aos pés do altar, e a culpa por continuar de pé, viva e transformada, a esmagou com mais força do que qualquer dor física. Foi um baque que a deixou noites inteiras acordada, tentando entender por que alguns partiam enquanto outros permaneciam.

No entanto, foi justamente essa sobrevivência que a aproximou de uma das famílias dos caçadores, a família xxx, que ofereceu a Zuri um sobrenome para que ela pudesse ser reconhecida como uma verdadeira caçadora de sombras. Depois de muito pensar, decidiu seguir para o Instituto de Nova York. Queria entender melhor o mundo para além dos muros da Academia e tinha ouvido que a cidade era um dos lugares mais movimentados e perigosos para caçadores, o que significava mais aprendizado… e mais chances de fazer valer a vida que quase não teve. Louis, seu melhor amigo, não hesitou em acompanhá-la para o instituto em específico, os dois decidiram que se sobreviveram juntos até ali, não seria a distância que os separaria.

Na Academia, Zuri não teve facilidade em construir laços. Sua personalidade direta e não muito sociável a fizeram se fechar mais do que gostaria. Assim, mesmo em meio a tantos, Louis foi quem permaneceu como seu único amigo, o porto seguro que a lembrava de quem era antes de tudo aquilo. E, agora, os dois estavam prontos para enfrentar a próxima etapa, juntos, em Nova York.

RPG Os Instrumentos Mortais: Cidade das Sombras
Desenvolvido por Webnode Cookies
Crie seu site grátis! Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também! Comece agora