Castanheda
radix fortis manet

- Fundador: Leonardo Carvalho
- Origem: Brasil
- Economia: Média Renda
- Características: Cabelos, olhos e pele mais escura
- Símbolo: Buriti
A família Castanheda teve origem no século XVI, quando o caçador de sombras português Leonardo Castanheda foi enviado ao Brasil pela Clave para proteger os recém-descobertos territórios das influências demoníacas que começavam a se espalhar na colônia. Leonardo, um homem de espírito ousado e visão ampla, estabeleceu sua base no coração do Brasil, nas regiões do Cerrado. Ele foi atraído pela energia ancestral e mística do território, repleta de lendas e histórias indígenas. Em suas missões, Leonardo uniu forças com povos indígenas locais que compartilhavam sabedorias espirituais sobre o território e seres sobrenaturais. Essa conexão moldou o legado da família, criando um vínculo único entre a cultura nativa brasileira e as tradições dos caçadores de sombras. Ele fundou a linhagem Castanheda, jurando proteger a terra, as pessoas e o equilíbrio espiritual do país.
Os Castanheda são conhecidos por sua aparência marcante e herança mestiça, reflexo de sua integração com as culturas locais. Muitos membros possuem cabelos escuros com tons avermelhados, olhos castanhos ou âmbar, e uma pele que reflete os tons solares do Cerrado. Sua presença é magnética e imponente, uma marca de seu treinamento rigoroso e de sua conexão profunda com o território brasileiro. A família preza a sabedoria espiritual e o respeito pelas forças da natureza. Seus membros aprendem desde cedo a equilibrar força e inteligência, utilizando estratégias tanto físicas quanto táticas em batalha. Eles se destacam em combate com lâminas leves e ágeis, e são mestres em armadilhas e runas que imitam as armadilhas usadas por caçadores indígenas.
Na época da Guerra Mortal, liderada por Valentim Morgenstern, a família Castanheda já não possuía o mesmo prestígio de séculos anteriores. Apesar disso, sua determinação em proteger o Brasil e suas fronteiras sobrenaturais permaneceu inabalável. Durante esse período, Artur Castanheda, o patriarca da família, mobilizou todos os membros que estavam aptos para o combate. Artur acreditava que o Brasil, devido às suas dimensões e sua conexão com as linhas Ley, seria alvo fácil para Valentim caso este obtivesse sucesso em sua campanha. Assim, enquanto outros caçadores de sombras lutavam em Idris, os Castanheda permaneceram nas terras brasileiras, protegendo as brechas que poderiam ser exploradas. Infelizmente, as decisões estratégicas de Artur enfraqueceram a família. Custou a vida de muitos jovens Castanheda, incluindo sua filha primogênita, Helena Castanheda, que liderava batalhas em regiões do Cerrado. Helena foi morta por um demônio maior em uma batalha próxima a Brasília. Sua morte foi um golpe devastador, que abalou o moral da família e marcou o início de sua decadência. Após a derrota de Valentim, os Castanheda sentiram o peso das perdas. Suas terras sofreram com descuido e endividamento, e muitos membros restantes questionaram sua lealdade à Clave, que não enviou apoio durante a crise.
A Guerra Maligna, liderada por Sebastian Morgenstern, foi um capítulo ainda mais sombrio na história da família Castanheda. A fraqueza deixada pelos anos anteriores fez com que eles fossem alvos fáceis para os Crepusculares, especialmente porque suas defesas estavam em ruínas e os membros restantes estavam enfraquecidos emocionalmente. Foi durante essa guerra que Luiza Castanheda, a única filha sobrevivente de Artur, emergiu como uma líder relutante. Apesar de jovem e inexperiente, Luiza herdou o espírito resiliente dos Castanheda. Quando Sebastian começou a transformar caçadores de sombras em Crepusculares, ela jurou proteger sua família a todo custo. No entanto, uma traição interna quase destruiu os Castanheda de vez. Um dos primos distantes de Luiza, Tomás Castanheda, foi corrompido por Sebastian e se tornou um Crepuscular. Ele revelou a localização da Casa das Veredas, o Instituto-refúgio ancestral da família. Sebastian ordenou um ataque brutal, que resultou na destruição da casa e na morte de diversos Castanheda que ainda viviam ali.
Apesar disso, Luiza liderou um grupo pequeno de sobreviventes, fugindo para as matas do Cerrado, onde utilizaram seu conhecimento das terras brasileiras para emboscar Crepusculares e sobreviver. Com a derrota de Sebastian, os Castanheda emergiram vivos, mas profundamente marcados.
Com a destruição da Casa das Veredas e a perda de muitos membros, a família Castanheda enfrentou um período de declínio financeiro e isolamento social. Sua reputação na Clave ficou abalada, já que muitos acreditavam que eles haviam falhado em proteger suas terras. Luiza, agora líder oficial da família, dedicou-se a reconstruir seu legado. Os Castanheda venderam parte de suas terras ancestrais para financiar a reconstrução de um novo Instituto, chamada de Refúgio da Árvore Solitária, localizada em uma região isolada do Cerrado. O Refúgio, menor e mais modesto do que a Casa das Veredas, simboliza a resiliência da família. Embora enfraquecidos, os Castanheda começaram a se especializar em proteger brechas e portais menores, focando em missões de alta precisão, como emboscadas e neutralização de ameaças demoníacas antes que elas crescessem. Essa mudança de estratégia lhes permitiu manter alguma relevância dentro da comunidade dos caçadores de sombras.
Hoje, a família Castanheda é menor e mais discreta, mas sua determinação permanece intacta. Seus membros aprenderam a trabalhar com recursos limitados, utilizando inteligência e conhecimento tático para compensar a falta de números e riqueza. Os Castanheda continuam a honrar seu lema, "Radix Fortis Manet" ("A raiz forte permanece"), mesmo diante das maiores tempestades. Assim como o Buriti, a árvore da vida, eles sobrevivem, crescem e florescem, mesmo em tempos de desolação.
A família Castanheda incorpora a essência do Brasil em tudo o que faz. Eles possuem uma propriedade no Cerrado, onde uma sede conhecida como Casa das Veredas serve como um refúgio sagrado e centro de treinamento. Além disso, eles mantêm um vínculo profundo com a espiritualidade brasileira, integrando elementos das lendas indígenas e afro-brasileiras em sua luta contra os demônios. Por exemplo, os Castanheda utilizam histórias do folclore, como o saci e o curupira, para alertar sobre perigos reais disfarçados por demônios. Eles também valorizam as runas personalizadas que evocam a energia do sol e das tempestades tropicais, elementos vitais no Cerrado.