Hendrik Van Wynsberghe

- Nome: Hendrik Dearborn Van Wynsberghe
- Idade: 29 anos
- Nascimento: 16 de dezembro de 1981
- Avatar: Theo James
- Sexualidade: Heterossexual
- Raça: Licantrope
- Arma Favorita: Garras
- Residência: Apto no Brooklyn
- Gostos: O som da chuva batendo no vidro. Chás de camomila antes de dormir. Unicamente seu café tem que ser forte sem açúcar. Caminhadas noturnas na floresta, de preferência descalço. Cerveja artesanal, especialmente belga. Lutas corpo a corpos, sentindo que treinar ajuda a aliviar as tensões de seu corpo. Lugares com arquitetura antiga.
- Desgostos: Pessoas excessivamente barulhentas e invasivas. Arrogância disfarçada de autoconfiança. Pressão para socializar quando não está no clima. A sensação de ainda se sentir preso às tradições vazias. Fraqueza fingida pra chamar atenção. Ser comparado ao pai ou ao menos que esperem que ele seja. Pessoas que tiram sarro do fato dele ter medo de altura.
- Curiosidades: Tem uma tatuagem grande nas costas que cobre antigas cicatrizes, unindo runas shadowhunter e símbolos tribais da matilha da Bélgica. Ganhou o apelido "Quatro" pelos companheiros por dizer que só tem quatro medos na vida: altura, espaço apertado, ferir inocentes e se tornar como o pai. Tem uma certa dificuldade em aceitar ajuda mesmo que ele precise. Não gosta tanto do próprio aniversário pois sempre o faz lembrar de tudo que perdeu e porque nunca havia sido parabenizado por um, normalmente ninguém se recordava na data certa ou só ignoravam. Tem um hábito de girar um anel no dedo quando está nervoso.
- Personalidade: Hendrik é marrento na medida certa: fala pouco, observa muito e age com precisão. É direto, sem paciência para enrolação ou lamentações desnecessárias, preferindo resolver com ações o que os outros gastam em palavras. Seu humor é seco, muitas vezes cortante, e ele não tem medo de expor verdades, mesmo que doa. Treinado para ser o melhor, carrega disciplina em cada movimento, sabendo que força sem controle é desperdício. Apesar da dureza, protege os seus sem hesitar, mesmo que não demonstre com palavras ou gestos de afeto. Seu olhar atento e a calma inquietante mostram que ele está sempre pronto para lutar, física ou mentalmente, contra quem ou o que for necessário. E o amor, esse é um território ainda inexplorado. Ele sente um vazio discreto, aquela vontade constante de se entregar, de ser aceito como é… mas nunca encontrou alguém que quebrasse suas defesas. Nunca se sentiu escolhido. E então continua seguindo em frente, com lealdade, cautela e a esperança escondida no fundo do peito.
Hendrik Van Wynsberghe nasceu em Bruxelas, na Bélgica, filho de dois Caçadores de Sombras respeitados por sua eficiência implacável e conduta exemplar perante a Clave. À vista de todos, seus pais — Laurent e Maëlle Dearborn — formavam o casal perfeito: leais, estratégicos, invencíveis em batalha. Mas dentro de casa, o cenário era outro. O pai tratava o filho como um projeto a ser moldado: frio, severo, inflexível. A mãe, silenciosa, aguentava o ambiente por tempo demais… até que, numa noite qualquer, desapareceu. Hendrik tinha sete anos. Disseram que ela havia morrido, mas o silêncio no olhar do pai sempre contou outra história.
Anos depois, Hendrik descobriria que Maëlle estava viva entre os mundanos. Nunca a procurou. Parte dele achava que, se ela se importasse, teria voltado. A outra parte sabia que encontrá-la seria reabrir feridas que ele aprendeu a esconder fundo demais.
Criado sob o peso da disciplina cega, Hendrik aprendeu desde cedo a ficar em silêncio, observar e agir com precisão. Nunca foi expansivo, nem afeito a palavras desnecessárias. Sua infância se resumiu a treinos exaustivos e à constante exigência por perfeição. Em vez de carinho, recebia cobranças. Em vez de elogios, metas inalcançáveis. Não era o filho de Laurent — era sua extensão. Um reflexo a ser polido.
Na juventude, atuou em diversas missões, sempre de forma eficiente, mas sem se destacar. Era o tipo de soldado que passava despercebido: funcional, silencioso, e absolutamente distante. Cumpria ordens, entregava resultados, e voltava para o vazio de um lar onde nada era suficiente.
A mudança veio com uma missão que deveria ter sido simples: patrulhar uma área florestal próxima a Dinant, investigando rumores de atividade demoníaca. Ele e mais dois Caçadores acabaram no meio de uma disputa territorial entre clãs de lobisomens. Hendrik foi separado e atacado. A mordida foi rápida, mas mudou tudo. Sobreviveu, voltou ao Instituto e mentiu, dizendo que tinha se ferido num combate comum.
Os sintomas não demoraram. Febre. Descontrole. Sensações instintivas que o deixavam à beira da ruptura. Na primeira lua cheia, se isolou num celeiro abandonado, longe do Instituto — já sabia o que estava prestes a acontecer. A transformação foi brutal. Quando acordou, confuso e coberto de terra e sangue, foi a Praetor Lúpus que o encontrou. Já o estavam rastreando.
No começo, resistiu. Achava que seria executado ou trancado. Mas a abordagem foi diferente. Na Praetor, teve espaço para entender a maldição. Passou dois anos em treinamento interno, aprendendo a controlar a fúria, reconhecendo seus limites, e desconstruindo o que havia sobrado do Nephilim que foi. Quando criou coragem para escrever ao pai, recebeu de volta apenas uma frase:
"Sinta-se liberado de portar o nome Dearborn. Esperamos que saiba viver com responsabilidade."
A resposta foi o último estalo. Hendrik abandonou o sobrenome. Assumiu Van Wynsberghe — um nome flamengo antigo, escolhido não por sangue, mas por significado. Com esse nome, se registrou oficialmente na Praetor Lúpus.
Depois da reabilitação, ficou mais três anos atuando internamente em Bruxelas. Nunca buscou liderança, mas era confiável, constante. Passou a cuidar de recém-transformados, a oferecer suporte, organizar treinos. Com o tempo, encontrou abrigo na matilha local. Foi ali que conheceu uma academia abandonada, num galpão mal iluminado com sacos de pancada rasgados, tatames gastos e janelas por onde o sol entrava torto. Era tudo o que ele precisava.
Fez do lugar seu território. Pintou runas de proteção nas portas, reforçou os equipamentos, limpou cada canto. Começou a treinar ali sozinho, até que lobisomens mais jovens, curiosos com sua rotina implacável, começaram a aparecer. Sem intenção, virou instrutor.
Mas ele não sorria, não gritava. Seu método era seco, direto. Demonstrava. Observava. Corrigia. E dizia, quando alguém reclamava de dor:
"O mundo não vai pegar leve com você."
Ele ensinava com base em tudo que havia aprendido como Caçador de Sombras. Não era apenas luta — era sobrevivência. Controle emocional, eficiência, disciplina. Não havia espaço para desculpas. Mas quem ficava, evoluía.
A grande tatuagem em suas costas cobre cicatrizes antigas. Runas Nephilim se entrelaçam com marcas tribais da matilha. Representam tudo o que ele foi, tudo o que se tornou, e o que se recusa a ser.
Foi durante um treino que ganhou o apelido "Quatro". Um lobo perguntou o que ainda o assustava. Ele respondeu, sem hesitar: "Altura. Espaços apertados. Ferir inocentes. E virar o meu pai." Riram da altura. Ele apenas arqueou uma sobrancelha e voltou a bater no saco de pancadas.
Ainda assim, mesmo com rotina, utilidade e estabilidade, o peso da Bélgica começou a esmagar. As lembranças. A cidade. As cicatrizes. Um dos supervisores da Praetor o aconselhou a tentar um recomeço. Nova York tinha uma célula ativa, multicultural, com mais espaço e mais silêncio. Ele hesitou, mas pediu autorização da alfa.
Com o aval concedido, Hendrik partiu. Levou pouca coisa. Nenhuma expectativa. Apenas o desejo de não ser mais assombrado pelas sombras do passado.
Hoje, vive de forma simples no Brooklyn. Ainda treina, ainda observa. Mas pela primeira vez, sente que pode apenas... existir.