Kaavya Ishvari

- Nome: Kaavya Ishvari
- Idade: 25 anos
- Nascimento: 03 de novembro de 1984
- Avatar: Lara Raj
- Sexualidade: Homossexual
- Raça: Licantrope
- Arma Favorita: Garras
- Residência: Apartamento em NY (Queens)
- Gostos: Flertes descarados — Zafira adora provocar e ser provocada; para ela, charme é uma arma e um passatempo. Música alta e grave, especialmente rock alternativo e beats tribais — ela sente com o corpo inteiro. Conversas longas à meia-noite, principalmente com alguém interessante e difícil de decifrar. Tatuagens, tanto as que tem quanto as que ainda vai fazer — cada uma conta uma versão da sua história.
- Desgostos: Gente que finge coragem só pra impressionar. Silêncio forçado, como em reuniões tensas ou situações onde todo mundo anda em ovos. Quem tenta "domar" sua personalidade — Kaa nasceu pra correr, não pra ser amarrada. Rituais muito burocráticos, principalmente quando envolvem política entre espécies. Quem desrespeita mulheres, em qualquer nível — ela lida com isso pessoalmente (e sem aviso).
- Curiosidades: Kaavya foi transformada aos 19 anos, após defender a irmã mais /nova de um ataque sobrenatural. Mas mesmo assim sua irmã faleceu.
- Personalidade: Kaavya Ishvari é puro instinto com batom escuro. Extrovertida, confiante e cheia de presença, ela entra num ambiente e automaticamente toma espaço — sem pedir licença. É o tipo de pessoa que ri alto, encara de frente, e transforma qualquer conversa num duelo de charme. Não tem medo de dizer o que pensa, mesmo que isso incomode. E costuma incomodar. Mas quem sabe olhar além daj língua afiada encontra alguém apaixonadamente leal, ferozmente protetora e surpreendentemente sensível nos momentos certos. Kaavya é o tipo de mulher que beija como se fosse guerra e briga como se fosse dança. E acima de tudo, não deixa ninguém ditar quem ela é — nem mesmo a Lua.
Kaavya Ishvari nasceu em Bhopal, na Índia, numa família brâmane com mais segredos do que orações. Era a filha do meio, inquieta, ousada, com uma risada que desafiava o silêncio cerimonial das tradições. Preferia correr pelas ruelas da cidade velha, jogar conversa fora com andarilhos e aprender a lutar com o irmão mais velho, do que dobrar-se à obediência imposta. Seus olhos desde bebê eram motivo de rumores — alguns diziam que ela carregava uma bênção divina, outros sussurravam que havia algo de amaldiçoado nela. Talvez ambos estivessem certos. Aos 19 anos, Kaavya enfrentou o início do fim. Depois de uma festa universitária, ao atravessar uma rua escura com a irmã mais nova, foram emboscadas por uma criatura das sombras.
Kaa lutou com tudo o que tinha. Sua irmã não sobreviveu. Ela sim — mas transformada, marcada por dentes e culpa. O que veio depois foi febre, pesadelos. Confusa, com o lobo latindo dentro do peito, fugiu em instinto puro, sobrevivendo por meses nas margens da sociedade. Acabou sendo acolhida por uma matilha nos arredores de Dharamsala, liderada por uma loba enigmática chamada Nisha.
Foi lá que aprendeu o básico: controlar a fúria, seguir os ritmos lunares, respirar antes de matar. Mas Kaa nunca foi feita para regras rígidas nem hierarquias silenciosas. A matilha de Nisha era baseada em disciplina, obediência e recato — valores que sufocavam o espírito rebelde da jovem loba.
Ela não queria se apagar para caber. Queria existir inteira, mesmo que em carne viva. Após uma discussão acalorada com Nisha sobre um ataque não punido a um mundano, Kaa decidiu partir. Não por revolta, mas por escolha. Ela entendeu ali que precisava de um lugar onde pudesse lutar com os próprios dentes e não apenas seguir ordens. Aos 23 anos, embarcou para Nova York, a cidade onde monstros e humanos se confundem entre o concreto. No caos urbano, ela encontrou eco.
As ruas, os becos e as vozes da cidade pareciam reconhecê-la como uma das suas. Sua força, astúcia e espírito indomável a tornaram conhecida entre as criaturas do Submundo — e logo ela foi aceita oficialmente na Matilha de Nova York. Desde então, sua moradia é em uma casa no Queens também entrando em um emprego mundano como tatuadora. Apesar da fachada debochada, guarda cicatrizes antigas — e uma promessa silenciosa: ninguém de importância vai morrer perante seus olhos novamente. Kaa carrega a Índia na pele, Nova York no sangue e o lobo na alma.