Moonsea

tantum lumen est visibilis

  • Fundador: Alnitak Moonsea
  • Origem: Inglaterra
  • Economia: Baixa Renda
  • Características: Cabelos castanhos e olhos azuis
  • Símbolo: Farol

A origem da família Moonsea remonta à segunda metade do século XIX, em uma região costeira da Inglaterra, onde ataques demoníacos eram frequentes. Os primeiros Moonsea eram conhecidos por sua habilidade em rastrear demônios que surgiam à beira-mar, guiados pelas fases da lua e os movimentos das marés. O patriarca da família, Alnitak Moonsea, era um estrategista brilhante e autor de um dos compêndios mais controversos já publicados no mundo Nephilim: "Sob as Águas Escuras: Fraquezas do Submundo". A obra, detalhando formas de enfraquecer e eliminar criaturas do Submundo, desde lobisomens até feéricos, trouxe à família tanto prestígio quanto animosidade. Enquanto alguns Caçadores de Sombras aplaudiam o conhecimento tático, outros consideravam o conteúdo desumano, especialmente na seção sobre os feéricos, que tocava nos limites das leis da Clave.

O ponto de inflexão na história dos Moonsea veio em 1874, quando o Conclave local executou uma criança feérica acusada de interferir em assuntos mundanos. A ação gerou uma resposta violenta da Corte Seelie, resultando no sequestro de Saiph Moonsea, a jovem filha de Alnitak. Apesar das tentativas desesperadas da família para negociar seu retorno, Saiph foi morta, e seu corpo foi deixado próximo às margens onde a família caçava demônios.

Esse evento devastador acendeu um ódio profundo nos Moonsea em relação aos feéricos e reforçou sua já intensa abordagem no combate ao Submundo. No entanto, também os colocou em uma posição frágil dentro da política Nephilim. A Clave, desconfortável com a escalada de hostilidades e as tensões diplomáticas com as cortes feéricas, passou a monitorar de perto as ações da família.

Após a morte de Saiph, Alnitak redobrou seus esforços para consolidar o poder dos Moonsea. Seus escritos continuaram a ser referência entre os Caçadores de Sombras, e seus descendentes se tornaram figuras influentes no Conclave local, conhecidos por sua eficiência e brutalidade. Contudo, esse rigor muitas vezes levava a excessos que a Clave não podia ignorar.

Ao longo dos anos, uma série de eventos começou a corroer a estabilidade da família:

  • Desertores e Rebeldes: O peso das expectativas e a severidade dos métodos dos Moonsea levaram alguns de seus membros a desertar, seja para a vida mundana ou para se unirem ao Submundo, em atos de rebelião contra o legado da família.

  • Confisco dos Espólios: As tensões com a Clave culminaram na década de 1950, quando uma investigação revelou que a família havia acumulado artefatos mágicos proibidos e conduzido experimentos questionáveis para aprimorar sua eficácia no combate. Como punição, grande parte de suas propriedades e recursos foram confiscados pela Clave.

  • Perda de Relevância: Com recursos limitados e uma reputação manchada, os Moonsea começaram a perder influência, tanto no Conclave local quanto no cenário maior dos Nephilim. Os poucos membros restantes se espalharam, tentando manter vivo o nome da família, mas sem o poder e prestígio de outrora.

Os descendentes dos Moonsea que restam são poucos e dispersos. Alguns se dedicam a recuperar a honra da família, tentando reestabelecer uma conexão com a Clave e evitar os erros do passado. Outros, no entanto, abraçam o legado de rebeldia, rejeitando tanto as tradições Nephilim quanto as regras do Submundo.

O futuro da família é incerto, mas sua história permanece viva como um aviso e um exemplo de como o orgulho, a tragédia e a obstinação podem moldar — e destruir — até mesmo as linhagens mais promissoras.

RPG Os Instrumentos Mortais: Cidade das Sombras
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