Sam Ozols

  • Nome: Samuel Winchester "Ozols"
  • Idade: 541 anos
  • Nascimento: 19 de julho de 1469
  • Avatar: Jared Padalecki
  • Sexualidade: Bissexual
  • Raça: Feiticeiro
  • Arma Favorita: Magia
  • Marcas de Feiticeiro: Olhos brancos e ausência de umbigo
  • Residência: Hotel Blue Moon
  • Gostos: Adora mergulhar em estudos sobre criaturas, feitiços e lendas, então gosta de passar o tempo lendo e fazendo pesquisas. Liberdade e escolhas próprias, ele sempre desejou poder decidir o próprio caminho. Tecnologia e gadgets.
  • Desgostos: Tem fobia em palhaços. Ser chamado de Sammy por estranhos, por mais que se passasse séculos e mais séculos, só havia uma pessoa no mundo que poderia usar tal apelido de infância. Violência desnecessária, já que ele prefere soluções inteligentes a resolver tudo com força bruta.
  • Curiosidades: Ele tem um histórico realmente muito ruim de relacionamentos. Seu sonho era estudar direito e com o passar dos séculos ele resolveu e conseguiu passar em Stanford, na Califórnia, na faculdade de Direito. Foi criança prodígio, aprendendo latim e línguas antigas desde cedo. Consegue hackear computadores e mexer em sistemas de segurança. E ele é advogado.
  • Personalidade: Samuel é um homem marcado por uma mente analítica e um coração empático. Sempre foi movido por um forte senso de moralidade, questionando não apenas o certo e o errado, mas também as consequências das escolhas que precisa fazer. É estudioso, curioso e tem uma inteligência voltada tanto para o mundo acadêmico quanto para o sobrenatural, mantendo o hábito de pesquisar e entender a fundo cada criatura ou caso que enfrentava como advogado. Carrega uma culpa constante pelos próprios erros e pelas situações em que se envolveu, o que o torna introspectivo e, por vezes, melancólico. Sam é resiliente e disciplinado, lutando continuamente para manter o controle da própria vida e evitar que os próprios traumas o dominem, mesmo quando enfrenta situações que testam os limites da sua sanidade e força emocional.

Samuel Winchester nasceu em 1469, na Letônia, numa época em que diferenças não eram toleradas, e isso ele entendeu desde cedo. Sam tinha um dos olhos completamente branco, como vidro opaco, mas nunca foi cego. Enxergava o mundo com nitidez, o problema é que o mundo não o enxergava da mesma forma. Durante os primeiros anos de vida, foi acolhido e amado pela mãe, uma mulher letã a única pessoa que jamais o tratou como algo errado. Ela não via o olho branco como deficiência, e sim como um traço do filho.

Mas o amor da mãe durou pouco. Quando o irmão mais novo, Dean, nasceu, a mãe de Sam morreu no parto. E a partir dali, a vida dos dois irmãos virou uma sucessão de silêncios e violências. Dean carregava marcas ainda mais visíveis da linhagem demoníaca: olhos escurecidos, asas se formando sob a pele. O "pai" deles, um homem americano, supersticioso e cruel, descarregou toda sua ira no caçula, tratando-o como uma aberração.

Sam não apanhava como o irmão, mas vivia sob uma espécie de castigo diferente. Era esculachado, diminuído, chamado de "inútil", "defeituoso". O pai dizia que Sam era um doente, um menino com problema nos olhos, incapaz de ter uma vida normal. A maior punição foi o afastamento forçado entre os irmãos. O pai acreditava que, se Dean e Sam se aproximassem, trariam destruição. Então os manteve separados. Sam cresceu vendo o irmão de longe, querendo ajudá-lo, mas sem conseguir. Sentia-se impotente, carregando uma culpa que não sabia como lidar. Eram poucas as vezes em que eles realmente conseguiam conversar, e a última vez que tiveram uma interação, Dean havia o chamado de "Sammy" de uma maneira tão inocente e chorosa que aquele apelido praticamente marcou a alma do mais velho, mas seu pai descobriu e tratou de dar um jeito no mais novo achando que era culpa dele.

O massacre da aldeia, anos depois, trouxe o fim da infância dos dois. Um ataque de tribos rivais destruiu a vila e jogou tudo no caos. No meio das chamas e do medo, Sam perdeu o controle da própria magia. Foi a primeira manifestação real do poder que carregava no sangue: uma explosão de energia bruta, desgovernada, resultado do desespero. Objetos voaram, o chão estremeceu. E quando o surto passou, Sam estava sozinho, soterrado em silêncio e bastante lama.

Por dias vagou sem rumo, até ser encontrado por um grupo de feiticeiros nômades. Thaddeus Kahn, o líder do grupo, enxergou nele o potencial mágico e explicou a verdade, que Sam não era um doente, nem uma aberração. Era um feiticeiro. Começaram ali os anos de treinamento.

Sam viveu séculos com o grupo, viajando pela Europa, fugindo da Inquisição e dos Caçadores de Sombras que perseguiam qualquer um com sangue demoníaco. Aprendeu a dominar a magia, os feitiços de proteção, de cura, de camuflagem com as marcas, e etc. Thaddeus o ensinou a controlar as emoções para que não deixasse a magia explodir desordenada. Foi nesse período que Sam desenvolveu o hábito de estudar obsessivamente. Mergulhava em livros, memorizava feitiços, lia sobre criaturas do Submundo e estudava as leis dos humanos. Conhecia o mundo sobrenatural, mas sempre foi fascinado pelo mundo mundano também.

Com o tempo, ampliou seus interesses. Aprendeu latim, grego, aramaico e outras línguas. Sabia hackear sistemas, mexer em redes de segurança e gostava de tecnologia, mesmo sendo uma criatura imortal, nunca ficou preso no passado. Lia compulsivamente sobre tudo o que pudesse encontrar, mas especialmente sobre direito. Sempre teve um olhar crítico sobre as regras sociais e políticas.

Depois de séculos acumulando conhecimento, Sam decidiu viver uma nova etapa. No ano de 1893, foi para a Califórnia e conseguiu entrar em Stanford, realizando um desejo antigo. Estudou Direito, se formou e, desde então, atua como advogado, principalmente entre os mundanos. Passou a trabalhar em casos do mundo comum, ajudando pessoas comuns, talvez como uma forma de sentir que fazia algo de útil.

Defendia clientes em processos civis, criminais, contratuais, sempre se mantendo discreto, mesmo carregando marcas de feiticeiro, a ausência de umbigo e o olho branco ainda estavam lá, mas agora ele sabia escondê-las. Também resolveu, vez ou outra, pegar casos mágicos, principalmente disputas entre criaturas do submundo, quando esses assuntos batiam na sua porta, mas era bem raro acontecer. Mas sua principal atuação era no mundo mundano.

Apesar da carreira sólida, Sam nunca conseguiu apagar o vazio da infância. Não construiu vínculos duradouros. Teve uma sequência desastrosa de relacionamentos e preferiu se manter sozinho. Passava as noites no silêncio dos livros, ou mexendo em computadores e sistemas de segurança, usando o conhecimento como escudo contra o tédio e a solidão. Por séculos, acreditou que o irmão havia morrido na destruição da aldeia. Mas em 2010, tudo mudou.

Durante uma investigação sobre um contrato mundano que envolvia bens de uma empresa com ligações no Submundo, Sam encontrou um nome que fez seu estômago revirar: Dean Winchester Van'Falk. O dono de um restaurante letão em Nova York que era um feiticeiro. Era impossível ignorar aquilo e tamanha semelhança.

Sam passou meses analisando as informações. Investigou discretamente, procurando entender se aquele Dean era o mesmo menino que perdeu há quinhentos anos. As evidências apontavam que sim. E isso foi o suficiente para ele tomar a decisão. Em 2010, Sam fez as malas, encerrou contratos em outras cidades e se mudou para Nova York. Ele continua advogando para mundanos, mas agora vive no Hotel Blue Moon, mantendo a rotina de trabalho, leituras e magia. Só que, dessa vez, existe um propósito novo, que era encontrar o irmão e descobrir se ainda há algo a ser reconstruído, ou se o tempo os transformou em estranhos demais para voltarem a ser família.


RPG Os Instrumentos Mortais: Cidade das Sombras
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